sexta-feira, 29 de julho de 2016

não tenho o luxo da eternidade





Arte de  Alice Vegrova


O tempo ensina tudo para quem vive eternamente, mas não tenho o luxo da eternidade. Contudo, dentro do tempo que me foi concedido , devo praticar a paciência, pois a Natureza jamais age apressadamente. Para criar a oliveira rainha de todas as arvores, cem anos são necessários. Em noves semanas a cebola já esta velha.

Og Mandino 1º pergaminho

(Augustine Mandino)

deixar ir o que já está carcomido não é sinal de covardia, e sim de coragem.





Arte de Abbott Fuller Graves.

Precisamos desenvolver nossa “escuta interior” e através da nossa capacidade de compreensão, termos lucidez e sensibilidade para aceitarmos que algo já se deteriorou. A partir dessa percepção, é possível nos reposicionarmos e nos readaptarmos para darmos boas vindas ao “novo”, com suas infinitas possibilidades.
Precisamos nos desvencilhar do que se deteriorou, seguir adiante e confiar na generosidade da vida.
Quando nos deparamos com algumas circunstâncias, vislumbramos o quanto agora tudo o que foi vivido não faz mais sentido: neste momento nos damos conta que estamos em uma nova etapa de vida. A nossa maior conquista é transmutar a própria vida em constante processo de evolução e recriação de nós mesmos, colocando em pratica os valores que precisamos alimentar, nos aprimorando em todas as perspectivas e principalmente aprendendo com os erros do passado.
O fechamento de um ciclo nos oportuniza revisar, ressignificar e dar um novo sentido à própria vida, colocando em pratica um novo projeto de acordo com a nossa realidade e necessidades.
Muitas vezes não estamos vivendo, mas vivenciando uma sobrevida, e não é isto o que queremos. Queremos ter uma vida plena e de qualidade, portanto deixar ir o que já está carcomido não é sinal de covardia, e sim de coragem. Coragem para dar um novo passo. Coragem para continuar a ter fé na vida, apesar de tudo.
Bem-vindos à renovação

Soraya Rodrigues de Aragão

achar normais coisas que não deveriam ser - pode ser uma doença




Arte de Mark Kostaby



Já foi normal duas pessoas se digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este último ainda é normal. Afinal, será que ser normal - e achar normais coisas que não deveriam ser - pode ser uma doença?
Enquanto a maioria de nós se adapta a um ambiente social doente, quem resiste à normose acaba considerado desajustado, por não obedecer ao estado "normal" das coisas.
Como aquele cara que, mesmo ganhando o suficiente para fornecer educação, moradia e alimentação para si e seus filhos, é considerado vagabundo e louco por, em plena quarta-feira ensolarada, liberar as crianças da aula e levá-las à praia. Mas como? Em dia de semana? As crianças vão faltar aula? Pois é. De repente, ele acha que um dia na natureza vai fazer mais bem a seus filhos do que horas sentados em sala de aula. Será que ele não é saudável, e doentes estão os outros?


Carolina Bergier


Se você não achar nada nos corredores, abra as portas.



Arte de  Katerina Georganta

Se você não achar nada nos corredores, abra as portas. Se você achar que nada há além dessas portas, há outros andares. E, se você não achar nada ali, não se preocupe, suba outro lance de escada. Enquanto você não parar de subir, as escadas não terminaração sob seus pés, elas continuarão a crescer sempre.

Franz Kafka

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Incontornáveis mesmo só a morte, a lei da gravidade e olhe lá!



Arte de Fred Calleri 


"(...) Relaxe. O que há de ser consertado será. Tudo tem jeito, tem volta. Exceto o que não é para ser. Incontornáveis mesmo só a morte, a lei da gravidade e olhe lá! Porque eu ainda faço fé que um dia seremos livres para sair voando por aí.(...)"

André J. Gomes

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Não se apavore, ore. Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.





Arte de Tran Quoc Vinh

Não se preocupe, se ocupe.
Ocupe seu tempo, ocupe seu espaço, ocupe sua mente.


Não se desespere, espere.
Espere a poeira baixar, espere o tempo passar, espere a raiva desmanchar.


Não se indisponha, disponha.
Disponha boas palavras, disponha boas vibrações, disponha sempre.


Não se canse, descanse.
Descanse sua mente, descanse suas pernas, descanse de tudo.


Não menospreze, preze.
Preze por qualidade, preze por valores, preze por virtudes.


Não se incomode, acomode.
Acomode seu corpo, acomode seu espírito, acomode sua vida.


Não desconfie, confie.
Confie no seu sexto sentido, confie em você, confie em Deus.


Não se torture, ature.
Ature com paciência, ature com resignação, ature com tolerância.


Não pressione, impressione.
Impressione pela humildade, impressione pela simplicidade, impressione pela elegância.


Não crie discórdia, crie concórdia.
Concórdia entre nações, concórdia entre pessoas, concórdia pessoal.


Não maltrate, trate bem.
Trate bem as pessoas, trate bem os animais, trate bem o planeta.


Não se sobrecarregue, recarregue.
Recarregue suas forças, recarregue sua coragem, recarregue sua esperança.


Não atrapalhe, trabalhe.
Trabalhe sua humanidade, trabalhe suas frustrações, trabalhe suas virtudes.


Não conspire, inspire.
Inspire pessoas, inspire talentos, inspire saúde.


Não se apavore, ore.
Ore a Deus, ore aos santos, ore às forças e as energias.


Somente assim viveremos dias melhores.



Bruno Pitanga