domingo, 1 de maio de 2016

Tudo importa mas nem tudo tem assim tanta importância.

 
Arte de  Krassimir Kolev
 
7 mudanças urgentes

- Substituir cada critica pouco construtiva, por uma boa e valente acção. Ou por silêncio, se não pudermos fazer nada.

- Respeitar o corpo em que moramos, honrando-o com uma alimentação mais cuidada, uma singela caminhada e um cremezinho na pele ao fim do dia.

- Parar. É urgente parar! Pensar. Sentir. Saber o que se anda a fazer.

- Cultivar a humildade, ouvindo, mas ouvindo MESMO, o que outro nos tem a dizer. Nunca somos os únicos a ter toda a razão.

- Acreditar que as coisas vão correr bem. A má sorte raramente nos encontra, se nós não a chamarmos a toda a hora.

- Escolher ambientes saudáveis. Pessoas que nos acrescentam, que nos empurraram uns centimos mais além. Nós também somos os sítios em que estamos e as companhias a que nos juntamos.

- Relativizar. Tudo importa mas nem tudo tem assim tanta importância.

IdoMind

sábado, 30 de abril de 2016

O passado existe para a gente não julgar a aparência dos outros. Para não ser intolerante.


Arte de Chie Yoshii

Já fui hippie com cabelo comprido. Já fui metaleiro com braceletes de pregos. Já usei brinco. Já tirei barba, já coloquei bigode, já testei cavanhaque. Já fui executivo, de coolocar terno todo dia, e não dispor de uma calça jeans no armário. Já fui sertanejo com franja de Chitãozinho e Xororó. Já fui maloqueiro. Já malhei e ergui peso a ponto de engolir ovo cru de manhã. Já fui comportado, de camisa polo e calça de sarja. Fui dezenas de personalidades ao longo de minha vida, várias encarnações.

O passado existe para a gente não julgar a aparência dos outros. Para não ser intolerante. Ouvir primeiro, antes de falar, antes de condenar. Se sua filha surge de cabelo azul em casa, dá um desconto. Realize uma rápida retrospectiva (será que não fez pior?) 
 
 
Fabrício Carpinejar

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Deixar pra lá é colocar as dores pra sambar e sentir-se inteiramente livre pra dançar qualquer outro ritmo.




Arte de  Maria M Oosthuizen

Deixar pra lá é uma forma de tirar o foco do problema. É desafiar o medo e encarar qualquer inferno astral.
Deixar pra lá é estacionar o pensamento numa bonita tarde de outono, compreender que as folhas caídas pelo chão serão varridas pelo vento e pelo tempo, porque é a lei da vida, tudo passa e passa mesmo, acredite!
Deixar pra lá é mergulhar fundo dentro de si, sem esmorecer com as lembranças únicas, úteis ou inúteis. É entender que o passado está em algum lugar intocável e que tentar revivê-lo seria como enterrar-se vivo.
Deixar pra lá é colocar as dores pra sambar e sentir-se inteiramente livre pra dançar qualquer outro ritmo. É chutar o balde de vez em quando, tomar um porre, perder o juízo e a conta de quantas vezes riu até cansar.
Deixar pra lá é colocar as dúvidas no bolso furado e perdê-las por querer. É arrastar o que dói pra fora da alma, esvaziar a cuca e encher o peito com boas vibrações.
Deixar pra lá é aceitar que tudo tem hora pra acontecer. É deitar na grama, fechar os olhos, entender as esperas e finalmente esquecer o que não vale a pena lembrar.


Ju Fuzetto

quinta-feira, 28 de abril de 2016

rezar não quer dizer “esperar cair do céu”.



 
Arte de Nanne Nyander 


Quem agradece diz a Deus que aproveita o que tem, que valoriza o que conseguiu e que faz por merecer. Agradecer é uma forma bonita de mostrar respeito e fé. Pressupõe que a gente sabe o que tem, reconhece que ganhou porque se fez merecedor e que rezar não quer dizer “esperar cair do céu”.
Quando a gente esquece de agradecer e sai enviando pedidos de toda sorte a Deus, ao nosso Anjo da Guarda e a todos os santos, a oração perde a força. Não vale nada. Não chega lá. Quando a gente reza, é preciso rezar direito. Rezar na ordem correta, simples e poderosa: primeiro a gente agradece, depois a gente pede.

André J. Gomes

http://www.contioutra.com/rezar-e-bom-mas-tem-de-rezar-direito-primeiro-a-gente-agradece-depois-a-gente-pede/#ixzz4780aTz7y 

No seu próprio ritmo, cada pedaço de vida do planeta inspirou e expirou nesses últimos segundos.





Arte de Gerhard Glück

 
O desenho que as nuvens
rabiscaram no céu
ainda há pouco não é
o mesmo deste instante.
A borboleta que passeava entre as flores
acaba de pousar numa delas.
O passarinho que estava no galho
da árvore, agorinha, já voou.

No seu próprio ritmo,
cada pedaço de vida do planeta inspirou
e expirou nesses últimos segundos.

Pessoas nasceram.
Pessoas morreram.
Meu coração bombeou sangue.
Suas pálpebras se movimentaram,
durante o tempo dessas frases.
Vida é movimento.

(Ana Jácomo)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Tuas intensidades podem causar um estrago danado

 
Arte de  Bec Winnel
 
 
"Cuidado ao sentir demais. Tuas intensidades podem causar um estrago danado, principalmente aí dentro. Seja cuidadosa ao colocar tudo para fora - afinal, nem todo mundo vai entender, nem saber lidar. Às vezes nem mesmo você. Tenha cautela, mas não diminua a intensidade de teus sentidos, é essa sensibilidade aflorada e os teus excessos que te fazem diferente de outras tantas."


Monalisa Macêdo

adquiri o hábito de observar a vida. A lá de fora, a aqui de dentro.




Arte de Richard Burlet 

A vida por aqui é pacata. Eu fico em um vai e vem tranquilo, sem pressa nenhuma. Às vezes me batem, angustiados. Os socos são frenéticos e violentos. Em outras a batida é leve, quase que receosa, como se relutassem em bater.
O ócio me fez mudar, gradativamente. Sou uma velha, bem posso lhe dizer. Nesse tanto de anos que já vi passar, tanto de gente que vi entrar e sair, adquiri o hábito de observar a vida. A lá de fora, a aqui de dentro. E, de todas as coisas possíveis de ver, eu gosto de ver são os olhos das pessoas. Das que entram, das que ficam e das que partem – para nunca mais voltar.



Fernanda Probst